Friday, July 07, 2006

Apolo

Inebrio a minha alma de um contentamento difuso
Enlevo meu ser no raio coruscante do teu olhar
E perco-me nesse furacão pujante e obtuso
Na inspiraçao dessa essência cesso de respirar!

Nessa penumbra trémula e sombria
D´amor confuso entre espinhos lancinantes
Fere-me tua altivez ímpia e distante
Desígnio rasurado n´alma abrasadora e fria

É fogo que derrete e inflama os sentidos
é embriaguez sórdida, porém extasiante
paliativa presença inexistente e constante
Cura e mágoa para os recalcamentos feridos

Deambulas p`lo intangível secreto jardim
Apolíneo etéreo rosto, que arrepia sem fim
Invades a mente de sequiosa emoção tatuada
Inacessível à perplexa paixão amortalhada

1 comment:

White Castle said...

Como te disse, digno de um profissional! PODEROSO!