Sunday, December 21, 2008

For you....

Bafejo na dolência destas palavras a veleidade desse olhar penetrante... Na obtusa espiral dos meus devaneios habita a magnitude esplêndida da tua aura exaurida de espontaneidade autêntica..quero percepcionar toda essa complexidade num segundo prostrado de fascínio clarividente.
Nesse oásis próximo e acolhedor quer o meu céptico coração deleitar-se...
Atormentas-me, ousado navegante dos meus mares interditos ao arrebatamento...ousas ao atingir essa ilha recôndita onde me escondo qual Cibele amaldiçoada pelas ruínas da paixão dilacerada...
Na virtude dessa desconhecida tocha acesa que ergues para me curar a cegueira propositada... Os inglórios brasidos semi-desfeitos tornam-se labaredas, relâmpagos incandescentes de uma tal intensidade que povoam o céu árido de um arco-íris de sensações inexploradas...
Esse teu percurso paralisa a minha trémula impaciência..
És uma doce alucinação indefinida, pecado redimido nessa flecha insegura e fulminante com que derretes os cumes níveos do meu destino....És um Zéfiro tórrido que com interrogações esquecidas me sussurra na alvorada esplendorosa e submissa a esse resgate sagaz que me é exigido e me hipnotiza sublevado numa ascensão de Sétimo Dia...
Devaneio do meu solitário coração na basílica da renascida felicidade... Quem és? Cavaleiro andante um letal acaso...Tens-me afincadamente prisioneira desse etéreo cárcere. Derramo as lágrimas exangues pelo suplício envenenado desse beijo que me condena à avalanche gotejada no precipício...de paixão solenemente inscrustada!

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