Apetece-me toda a liberdade
provocada pelos desencontros
que nos embalam o destino...
e espanta os resquícios da saudade
desfalecida nas agruras do caminho...
Não me peças para te acompanhar
Nos desígnios de uma quimera sufocada..
Sinto meu dolente coração a cremar
o magnético apelo da tua imagem
que se derrete no abraço da alvorada...
Querer-te foi ter a Morte defronte
Amante afogada nos meus débeis lamentos...
Já não escuto tua voz entoada ao horizonte
Já carpidos de ressarcida esperança
se insinuam meus estéreis tormentos
escondidos no frémito da ansiada temperança...
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